Incerteza na <i>Opel</i>
A General Motors cancelou a venda da sua filial europeia Opel ao consórcio constituído pelo grupo austríaco-canadiano Magna e o banco russo Sberbank, anunciando que ela própria conduzirá a restruturação da marca de automóveis.
GM fica com Opel e anuncia despedimentos
A súbita decisão da multinacional norte-americana causou indignação no governo alemão que já tinha chegado a acordo com o grupo Magna, ao qual garantiu ajudas no valor de 4,5 mil milhões de euros para assegurar o futuro da marca.
Considerando que a GM teve um «comportamento absolutamente intolerável», o ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, exigiu o reembolso do crédito de 1,5 mil milhões de euros acordados ao construtor para o período de transição.
Por seu turno, os responsáveis da GM não tardaram a anunciar um plano de reestruturação da sua marca europeia, que emprega actualmente mais de 50 mil pessoas na Europa.
Segundo declarou, dia 4, o vice-presidente da GM, John Smith, o grupo quer reduzir em 30 por cento os custos da Opel. Tal significa para já a extinção de dez mil postos de trabalho, mas não foram especificadas as intenções relativamente a cada uma das unidades europeias.
O construtor norte-americano tem fábricas Opel na Alemanha, Espanha, Bélgica, Polónia e ainda no Reino Unido, onde utiliza a marca Vauxhall Motors. Todavia, metade do efectivo concentra-se na Alemanha, razão que levou o governo germânico a desenvolver todos os esforços para assegurar a manutenção das suas unidades.
Em resposta à anulação da venda à Magna e ao imediato anúncio dos despedimentos pela GM, o sindicato IG Metall convocou uma série de greves e protestos nas quatro fábricas alemãs da Opel em defesa dos postos de trabalho. Após meses de incerteza «temos necessidade absoluta de clareza», declarou o presidente do comité de empresa da fábrica de Bochum na Alemanha. A mesma luta é vivida pelos operários dos outros quatro países onde a GM está implantada.
Considerando que a GM teve um «comportamento absolutamente intolerável», o ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, exigiu o reembolso do crédito de 1,5 mil milhões de euros acordados ao construtor para o período de transição.
Por seu turno, os responsáveis da GM não tardaram a anunciar um plano de reestruturação da sua marca europeia, que emprega actualmente mais de 50 mil pessoas na Europa.
Segundo declarou, dia 4, o vice-presidente da GM, John Smith, o grupo quer reduzir em 30 por cento os custos da Opel. Tal significa para já a extinção de dez mil postos de trabalho, mas não foram especificadas as intenções relativamente a cada uma das unidades europeias.
O construtor norte-americano tem fábricas Opel na Alemanha, Espanha, Bélgica, Polónia e ainda no Reino Unido, onde utiliza a marca Vauxhall Motors. Todavia, metade do efectivo concentra-se na Alemanha, razão que levou o governo germânico a desenvolver todos os esforços para assegurar a manutenção das suas unidades.
Em resposta à anulação da venda à Magna e ao imediato anúncio dos despedimentos pela GM, o sindicato IG Metall convocou uma série de greves e protestos nas quatro fábricas alemãs da Opel em defesa dos postos de trabalho. Após meses de incerteza «temos necessidade absoluta de clareza», declarou o presidente do comité de empresa da fábrica de Bochum na Alemanha. A mesma luta é vivida pelos operários dos outros quatro países onde a GM está implantada.